quarta-feira, 29 de junho de 2016

Pressão pelo ouro

Foto: Site Oficial/Palmeiras
Contraste: Gabriel Jesus, de 19 anos, e Fernando Prass, com 37, em entrevista coletiva sobre a convocação para as Olimpíadas em diferentes momentos da carreira. Por outro lado, alviverde será prejudicado por perder duas de suas referências por vários jogos. O Santos, com três atletas convocados (Zeca, Thiago Maia e Gabigol) será o time mais prejudicado, fruto do caótico calendário brasileiro.

Dias atrás escrevi aqui no blog que os Jogos Olímpicos para o futebol profissional não tem grande relevância. Mantenho a afirmação, pois além de não ser um torneio de categoria principal (é sub-23), o futebol, ao contrário dos outros esportes, tem um campeonato tão midiático quanto as Olimpíadas, a Copa do Mundo. Mas para os jogadores que participam, certamente é uma grande experiência.

Dos três convocados acima dos 23 anos, os nomes mais adequados seriam o de Fernando Prass (goleiro), Thiago Silva (zagueiro) e Neymar (atacante), com um jogador experiente em cada setor - se bem que ultimamente Neymar tem parecido mais imaturo que um jogador de 18 anos, mas esse é um outro assunto. Até era essa a ideia da comissão técnica, mas com a recusa do Paris Saint Germain em liberar Thiago Silva, Douglas Costa foi chamado, o que não deixa de ser um grande reforço para o ataque - atualmente o ponta do Bayern é um dos melhores do mundo -, embora neste setor a Seleção Brasileira Olímpica já possua grandes talentos.

Com os jogadores apresentados, supomos que o técnico Rogério Micale escale o time no 4-3-3 desta maneira:



A seleção ainda pode mudar para o 4-2-3-1, com mais liberdade para a estrela do time, Neymar, e com a entrada de Felipe Anderson, Gabriel Jesus ou Luan (Grêmio) correndo por fora:



A preferência do blogueiro é sempre pelo 4-3-3 (primeira opção), pois deixa o time mais equilibrado, mas logicamente as equipes devem apresentar variações e Micale, grande técnico de equipes de base e promissor treinador de times profissionais, obviamente já possui várias ideias a respeito de escalação e alternativas táticas, que são muitas com esses talentos do ataque.

Que os torcedores que acompanharem as Olimpíadas não sejam ufanistas novamente, como na Copa de 2014, pois há sim outras seleções fortes, como Argentina (eterna rival), México (atual campeão), Colômbia (com uma geração promissora) e, claro, a aterrorizante Alemanha.

Além disso, jogar um campeonato em casa novamente após o fiasco dos 7 a 1, ainda mais disputando um título inédito, só aumenta a pressão pelo ouro.

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