terça-feira, 1 de novembro de 2016

O epicentro do futebol

Etihad Stadium viveu uma noite mágica

Gundogan e De Bruyne celebram um dos gols do Manchester City, que estava com o Barcelona "engasgado"

André Henning, narrador do Esporte Interativo, foi muito feliz ao abrir a transmissão de Manchester City x Barcelona nesta tarde (pelo horário de Brasília) pela quarta rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da UEFA e dizer: "O Etihad Stadium hoje é o epicentro do futebol do planeta". Definição mais clara e precisa não poderia existir, não somente pela força econômica dessas equipes, mas também pela excelência do futebol que procuram praticar.

Se perdeu de 4 a 0 em Barcelona, resultado que não refletiu exatamente o que foi o jogo, nesta vitória por 3 a 1 o time comandado por Pep Guardiola foi mais preciso em sua estratégia de pressionar o adversário e propor o jogo, o que é muito difícil diante da qualidade do Barcelona, que, é verdade, sentiu o desfalque do mestre do meio-campo Iniesta, e foi dominado na maior parte do jogo pela equipe inglesa, tanto que o gol e Messi, que abriu o placar foi no contra-ataque e todas as chances criadas pelos catalães ao longo do jogo foram dessa forma. Já o City, depois que marcou o gol de empate no final da primeira etapa, foi senhor do jogo e chegou à virada de maneira merecida.

Mas o que importa e que tem que ficar claro é que tanto o Barcelona, pela essência do clube, quanto o Manchester City, pela essência de seu treinador, também barcelonista, praticam o estilo de jogo que mais propõe desafios, que é o da construção de jogadas e que se incomodam quando estão sem a bola. Por isso foi um jogo movimentado e com ambas as equipes buscando a bola e o gol a todo momento.

Oxalá todas as equipes tivessem esse pensamento. O espetáculo do futebol seria ainda melhor.

*Manchester City no "um pra um", as chaves o jogo:

No primeiro terço do campo, defesa do Barcelona não tinha espaço para a saída de jogo, principalmente na primeira etapa, tanto que o gol de empate do City foi resultado dessa pressão:

Barcelona:
20 - Sergi Roberto; 14 - Mascherano; 23 - Umtiti; 19 - Digne; 5 - Busquets

Manchester City:
7 - Sterling; 8 - Gundogan; 17 - De Bruyne; 10 - Aguero; 21 - David Silva



No segundo terço do campo, Manchester City também não dava espaço:

Barcelona:
20 - Sergi Roberto; 5 - Busquets; 19 - Digne; 4 - Rakitic; 21 - André Gomes

Manchester City:
25 - Fernandinho; 8 - Gundogan; 7 - Sterling; 21 - David Silva; 17 - De Bruyne



Como marcou logo no começo do segundo tempo o gol da virada, o Manchester City não precisou pressionar tanto a defesa do Barcelona até o fim.

De um modo geral, a estratégia de "sufocar" os laterais, zagueiros e meio-campistas do Barcelona não permitia que a bola chegasse com qualidade ao trio MSN (Messi, Suarez e Neymar).

Futebol tem o acaso? Tem. Futebol tem a individualidade? Tem. Mas outro fator também pode fazer a diferença e é preciso sempre ser utilizado pelas equipes como obrigação: a Estratégia, que quando dá certo como deu hoje para o Manchester City, para quem gosta de futebol, é muito bom de se ver na prática.

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